Maraial

Políticas públicas

O TCE-PE tem desenvolvido diversos trabalhos focados em políticas públicas e questões críticas da gestão pública. Esses trabalhos estão organizados por áreas temáticas e representados por círculos nas cores verde, amarelo e vermelho.

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Para mais informações, explore cada área temática disponível.

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Conheça mais sobre Maraial

Maraial é um município da Zona da Mata de Pernambuco, distante cerca de 149 km da capital pernambucana. A cidade, conhecida como a "Terra da Banana", possui uma área de aproximadamente 199 km² e conta com uma população de 11.098 habitantes, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2021. 

O censo de 2010 apontou que a cidade possuía 12.230 habitantes, sendo a 150ª mais populosa de Pernambuco, com cerca de 57% da população residindo na zona urbana e 43% na zona rural da cidade, segundo a base de dados do Estado de Pernambuco naquele ano. 

O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) é de 0,534, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD-2019), ocupando o 170º lugar no ranking estadual, segundo dados do IBGE de 2010.

A cidade está limitada ao norte com os municípios de Jaqueira e Catende; ao sul com Colônia Leopoldina e Ibateguara, no Estado de Alagoas; a leste com Catende, Palmares e Xexéu; e a oeste com São Benedito do Sul.

Educação

Estimativas do IBGE apontam que, em 2020, existiam cerca de 2.007 alunos matriculados, sendo 228 no ensino infantil, 1.485 no ensino fundamental e 294 no ensino médio. Em 2010, a taxa de escolarização era de 94,1% e em 2020 a cidade contava com 13 escolas de ensino fundamental e uma de ensino médio. A sua nota do IDEB em 2019 foi de 4,6 para os anos iniciais e 4,1 para os anos finais, ocupando as 144ª e 135ª colocações no Estado, respectivamente. O município não conta com nenhuma instituição de ensino superior.

Saúde

Dados do IBGE de 2019 apontaram que a taxa de mortalidade infantil foi de 12,12 óbitos por mil nascidos vivos. Já a taxa de internações por diarreias, em 2016 foi de 0,3 internações por mil habitantes. Em 2010, cerca de 22,3% dos domicílios da cidade tinham acesso a esgotamento sanitário adequado e o município contava em 2009 com quatro estabelecimentos de saúde ligados ao SUS.

Economia

Dados do IBGE de 2018 mostram que o produto interno bruto per capita do município era de R$ 7.494,18 por habitante, o 150ª maior do Estado. Já as receitas realizadas em 2017 foram de R$ 39.732.210,00, enquanto que as despesas empenhadas totalizaram R$ 31.597.950,00. 

As atividades que mais empregam são a administração pública em geral, o cultivo de eucalipto e a criação de bovinos para corte. Entre os setores característicos da cidade, também se destacam as atividades de cultivo de eucalipto e criação de bovinos para corte.

Turismo

A principal atração da cidade é o turismo de aventura e os turistas podem se refrescar nos banhos do Cajá, de Gigantes, das Cobras e do Fundão, além da Ponte de Chapa, sem falar do Pesque e Pague do Irmão Dão.

Entre as festividades, destaca-se o Carnaval, quando as ruas da cidade adquirem um vistoso colorido preparado especialmente para que os foliões entrem num clima de alegria. 

Em julho é a vez do São João. O ponto alto da animação fica por conta das quadrilhas matutas e das comidas típicas, como o pé-de-moleque, canjica, pamonha e quentão. Por todos os cantos do município, bandeiras e balõezinhos dão o tom do clima junino.

No dia 11 de setembro, o município homenageia sua padroeira com a festa de Nossa Senhora das Dores, quando também é comemorado o aniversário da localidade.

História

A região possuía inicialmente muitas palmeiras do tipo Maraial, o que teria originado o seu nome. Há registros também de que a família Maraiá teria sido a primeira a se estabelecer na região. O povoado iniciou a partir da construção da ferrovia, cuja estação foi inaugurada em 1884, quando se estabeleceu um pequeno comércio para abastecer os trabalhadores. 

O distrito de Maraial foi criado em 1904, subordinado ao município de Palmares. Em 1913, tornou-se uma vila, tendo sido elevado à categoria de município em 11 de Setembro de 1928. A instalação aconteceu em 1º de janeiro de 1929.

Geografia

A cidade está localizada a 360 metros do nível do mar e inserida na Bacia Hidrográfica do Rio Una, tendo como principais afluentes o Rio Piranji, afluente de sua margem direita, que banha a sede do município e os Riachos do Cajá, Maraial, Goiabeira, Cajazeira, Fervedouro, Caiana, Boa Fé e das Cobras. Quase todos os seus afluentes e subafluentes são localmente perenes, favorecidos pelo clima e pelo relevo movimentado da região, onde afloram muitas nascentes, que são a principal fonte de abastecimento da população da área rural. O Rio Una torna-se perene ao atravessar o município de Altinho, a noroeste e a montante de Maraial.

O município está inserido na Zona da Mata Sul de Pernambuco que condiciona a vegetação, as culturas e a fixação do homem ao meio. O relevo faz parte da unidade de superfícies retrabalhadas, bastante dissecado e com vales profundos. Os solos são geralmente férteis nas encostas e pobres nos topos. Esta unidade ocorre na região litorânea de PE e AL, com altitudes variando entre 100 e 600 m. Em Pernambuco é formada pelo ?mar de morros? que antecede a Chapada da Borborema, com solos pobres e vegetação de floresta subperenifólia.

O relevo é do tipo forte ondulado, com topos planos, vertentes íngremes e vales estreitos de fundos chatos. 

O clima é do tipo 'As', Tropical chuvoso, quente e úmido com chuvas no outono e inverno. O período normal de chuva inicia-se em dezembro/janeiro e pode estender-se até setembro. 

Dados históricos de precipitação revelam uma média anual de 1.345,30 mm, com um máximo de 2.094,70 mm e um mínimo de 838,30 mm. As temperaturas variam, acompanhando a época das precipitações pluviométricas. A média anual fica em torno de 23,6 °C. O período compreendido entre maio e agosto é caracterizado por noites frias, com temperaturas em torno de 18°C, podendo descer um pouco mais.

A vegetação nativa predominante é a floresta subperenifólia, que compõe a chamada Mata Atlântica, que já se encontra algo desfigurada pelas ações antrópicas. A monocultura da cana-de açúcar, predominante na região, gerou um amplo e desordenado desmatamento, com grandes prejuízos ambientais.

Fontes: IBGE, Prefeitura de Maraial e Wikipédia.