Macaparana

Políticas públicas

O TCE-PE tem desenvolvido diversos trabalhos focados em políticas públicas e questões críticas da gestão pública. Esses trabalhos estão organizados por áreas temáticas e representados por círculos nas cores verde, amarelo e vermelho.

Esses trabalhos estão organizados por áreas temáticas e representados por círculos nas cores verde, amarelo e vermelho.

Para mais informações, explore cada área temática disponível.

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Conheça mais sobre Macaparana

Macaparana é um município da Zona da Mata pernambucana, distante cerca de 125 km da capital Recife. A cidade possui uma área de aproximadamente 108 km² e conta com uma população de 25.565 habitantes, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2021. 

O censo de 2010 apontou que a cidade possuía 23.925 habitantes, sendo a 81ª mais populosa de Pernambuco, com cerca de 62% da população residindo na zona urbana e 38% na zona rural da cidade, segundo a base de dados do Estado de Pernambuco naquele ano.

O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) é de 0,609, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD-2019), ocupando o 55º lugar no ranking estadual, segundo dados do IBGE de 2010. Ele está limitado ao norte com o Estado da Paraíba, a sul com o município de Vicência, a leste com Timbaúba, e a oeste com São Vicente Férrer.

Educação

Estimativas do IBGE apontam que, em 2020, existiam cerca de 5.759 alunos matriculados, sendo 1.295 no ensino infantil, 3.427 no ensino fundamental e 1.037 no ensino médio. Em 2010, a taxa de escolarização era de 97,9% e em 2020 a cidade contava com 23 escolas de ensino fundamental e quatro de ensino médio. A sua nota do IDEB em 2019 foi de 5,0 para os anos iniciais e de 4,6 para os anos finais, ocupando respectivamente as colocações 100ª e 75ª no Estado. O município não conta com nenhuma instituição de ensino superior.

Saúde 

Dados de 2019 do IBGE apontam que a cidade possuía uma taxa de mortalidade infantil de 16,67 óbitos por mil nascidos vivos, ocupando a 50ª posição no Estado e uma taxa de internações por diarreias em 2016 de 1,2 por mil habitantes. Em 2010, cerca de 59,4% dos domicílios da cidade tinham acesso a esgotamento sanitário adequado e o município contava em 2009 com 11 estabelecimentos de saúde ligados ao SUS.

Economia

Dados do IBGE de 2019 mostram que o produto interno bruto per capita do município era de R$ 11.288,56 por habitante, o 75ª maior do Estado. Já as receitas realizadas em 2017 foram de R$ 53.982.440,00, enquanto que as despesas empenhadas totalizaram R$ 55.143.290,00. 

As principais atividades econômicas estão concentradas na administração pública, no setor de serviços, na agropecuária e na indústria.

Turismo

A cidade recebe anualmente, mais de 100 mil pessoas em busca das atrações turísticas e culturais que fazem de Macaparana um dos destinos mais visitados da região. A festa junina do município está entre as cinco melhores do Estado de Pernambuco. Dentro das comemorações destas festividades, foi criada em 1997 a Cavalgada Ecológica, um evento que vem reunindo um número maior de participantes a cada ano. A proposta dos idealizadores era proporcionar um passeio pelas belas paisagens naturais da Zona Rural do Município.

A arquitetura dos velhos engenhos de cana, preservando as características originais onde se fabricava a aguardente, as fontes naturais de água doce, e as áreas onde a mata Atlântica continua intacta, são algumas atrações que podem ser exploradas pelo turista. 

Em Monte Alegre, além da sede do engenho e as construções rústicas das pequenas casas dos moradores, a Igreja que foi construída atrelada ao cemitério do local, é o ponto mais visitado pelos turistas, pois, é lá que encontram-se os restos mortais do ex-governador de Pernambuco, Manoel Borba.

Aos que apreciam observar a arquitetura colonial, típica da formação da cidade, uma boa opção é conhecer a Igreja Nossa Senhora do Amparo que mantém os traços das construções religiosas da época e a senzala do Engenho Cipó Branco, um importante resquício arquitetônico de propriedade da família do ex-governador Moura Cavalcanti, filho ilustre da cidade. 

Outro ponto de grande procura dos visitantes é a Pedra do Bico, uma formação rochosa encravada na zona seca da região, distante 16 km do centro urbano. Das pedras se tem uma belíssima visão dos córregos por onde passa o Rio Paraíba. O local é místico e bastante visitado por historiadores que vêm em busca das lendas do aparecimento da imagem de Santo Antônio e dos coitos de cangaceiros feitos no início do século no local, e ufólogos que afirmam que o local é ponto constante de visita de OVNIS. 

Outro lugar que merece destaque é a Pedra de Goiânia, um belo local composto por uma formação rochosa encravada e alta, a cerca de 12 km do centro da cidade. No local também se pratica caminhadas em trilhas pela mata e estudos sobre a biodiversidade de vegetais existentes na região.

História

O primeiro registro que se tem da formação de Macaparana data do final do século XIX (1879) quando o almocreve - pessoas que conduziam animais de carga e/ou mercadorias de uma terra para outra - Manoel Panguengue construiu um rancho de taipa em terras do engenho Macapá, propriedade de fazendeiro José Francisco do Rego Cavalcanti.

A construção passaria a servir como ponto de apoio para o comerciante realizar seus negócios e, posteriormente, tornou-se estalagem para os viajantes. Com o passar dos anos outras casas foram erguidas no local, formando o que viria a ser denominado Vila de Macapá, distrito de Timbaúba.

A vila que deu origem à cidade de Macaparana teve suas primeiras casas construídas no local onde hoje é a Rua Nossa Senhora do Amparo, esquina com a Rua Manoel Borba, no centro. A primeira casa ficava localizada onde é hoje um sobrado comercial, isto no ano de 1879. 

O filólogo Mário Melo mudou o nome de Macapá para Macaparana, uma vez que Macapá, nome de uma palmeira existente na época em abundância na região, já era o nome de outra cidade brasileira. Para uns, Macabá é o nome de uma palmeira. Para outros, significa "pomar de macabas", que é o fruto de uma palmeira. Macaba ou bacaba provém do tupi ?iwa-kawa? (fruta gorda, graxa). Mário Melo criou o termo Macaparana adicionando a desinência rana (macapá + rana), cujo significado em tupi é "semelhante, parecido". O então distrito de Timbaúba foi elevado à categoria de cidade em 21 de abril de 1931, mas somente em 1943 a localidade chamada Macapá recebeu o nome atual de Macaparana.

Geografia

A cidade está situada a 350 metros do nível do mar, nos domínios da bacia hidrográfica do Rio Goiana. Seus principais tributários são os rios Tiúma, Capibaribe-Mirim e Mascarenhas e os riachos: Cruz dos Dois Irmãos, Pau d?Arco, Belo Horizonte, Tiúma, do Inferno, Banana e Seridó. Os principais corpos de acumulação são os açudes Belo Horizonte e Mascarenhas. Todos os cursos d? água no município têm regime de fluxo intermitente e o padrão de drenagem é o dendrítico.

O município está inserido predominantemente na unidade geoambiental do Planalto da Borborema, formada por maciços e outeiros altos, com altitude variando entre 650 a 1.000 metros. O relevo é geralmente movimentado, com vales profundos e estreitos dissecados. Com respeito à fertilidade dos solos é bastante variada, com certa predominância de média para alta. A área da unidade é recortada por rios perenes, porém de pequena vazão e o potencial de água subterrânea é baixo. A vegetação desta unidade é formada por Florestas Subcaducifólica e Caducifólica, próprias das áreas agrestes. O clima é do tipo Tropical Chuvoso, com verão seco. A estação chuvosa se inicia em janeiro/ fevereiro com término em setembro, podendo se adiantar até outubro.

Fontes: IBGE, Prefeitura de Macaparana e Wikipédia.