Ferreiros

Políticas públicas

O TCE-PE tem desenvolvido diversos trabalhos focados em políticas públicas e questões críticas da gestão pública. Esses trabalhos estão organizados por áreas temáticas e representados por círculos nas cores verde, amarelo e vermelho.

Esses trabalhos estão organizados por áreas temáticas e representados por círculos nas cores verde, amarelo e vermelho.

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Conheça mais sobre Ferreiros

Situado na Zona da Mata Norte do Estado, Ferreiros está a 170 km da capital pernambucana e faz limite com as cidades de Camutanga ao norte, Itambé ao leste, Aliança ao sul e Timbaúba a oeste. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população estimada no município em 2021 foi de 12.216 habitantes, contando com um território de cerca de 92,516 km².

Ferreiros possui um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), medido em 2010, de 0,622, ou seja, um nível considerado médio. Em 2019, o IBGE registrou o Produto Interno Bruto (PIB) do local em R$ 111.448.670,00, o 152º maior do Estado, e o PIB per capita, em R$ 9.193,16, ficando em 109º lugar. 

Inserido na unidade geoambiental da Depressão Sertaneja, o município apresenta clima tropical semiárido e vegetação nativa de caatinga hiperxerófila com trechos de floresta caducifólia. Grande parte da área, entretanto, foi ocupada pela agroindústria açucareira, principal atividade econômica da cidade. Além do açúcar, a Prefeitura de Ferreiros informa que a batata doce, o mamão, o inhame e a mandioca também são produtos agrícolas relevantes no município.

Ferreiros está situado nos domínios da bacia do Rio Goiana, tendo como os maiores tributários os rios Ferreiros, Capibaribe-Mirim, Água Torta, Jocundo e Massaranduba. Os principais riachos são Salgadinho, Pará, Gitó e Manibu. 

A cidade se destaca culturalmente pela fabricação de rabeca, instrumento musical bastante utilizado no folguedo do cavalo-marinho e na ciranda. Devido a isso, no primeiro final de semana de outubro, acontece a Festa da Rabeca, uma das principais celebrações municipais. Nela, são realizadas apresentações de diversas manifestações culturais locais.

Educação

Segundo o IBGE, em 2020, foram identificadas 9 escolas voltadas para o ensino fundamental e uma voltada para o ensino médio funcionando em Ferreiros. Publicado em 2019, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), medidor da qualidade do aprendizado, registrou 4,6 pontos para os anos iniciais do ensino fundamental e 4,2 para os anos finais do ensino fundamental. Esses indicadores colocam o município em 144º e 122º no ranking pernambucano e em 4563º e 3625º no Brasil, respectivamente.

Saúde

No município, o IBGE apontou uma taxa de mortalidade infantil média de 20,13 para mil nascidos vivos (2019), um número considerado alto, colocando Ferreiros no 26º lugar entre os 185 do ranking pernambucano e 1.111ª posição entre as 5.570 cidades brasileiras. Já as internações devido a diarreias são de 0,3 para cada mil habitantes (128º em Pernambuco e 3907º no Brasil).

Cultura

O município é conhecido como a ?Terra das Rabecas?, mérito que já foi reconhecido por muitos músicos contemporâneos e mestres da cultura popular. De acordo com a Prefeitura de Ferreiros, a fabricação do instrumento foi inserida na cultura local por meio do cavalo-marinho, espetáculo que integra o ciclo de festejos natalinos. 

Entre os famosos fabricantes de rabeca, há os nomes ilustres de Joaquim Grilo, Mauro de Prancha e Mané Pitunga. O tocador mais conhecido do município foi Manoel Pereira, que já chegou a acompanhar a cantora Elba Ramalho em um dos seus shows e também tocou no Primeiro Encontro dos Rabequeiros de Pernambuco, em 1995.

O cavalo-marinho não é o único folguedo existente no local. Ferreiros abriga uma grande diversidade desse tipo de manifestação cultural, a exemplo do maracatu de baque solto, do babau, do frevo e da viola de improviso. O artesanato municipal é rico em bordado, renda, ponto cruz, crochê, esculturas de madeira, tramas de cipó e pintura em tecido.

História

A Prefeitura de Ferreiros afirma que a origem do município se deu no século 19, com um povoado conhecido por Carrapateiras, nome dado em homenagem a uma planta nativa. O local ficava situado nas fronteiras de três grandes propriedades rurais, onde viviam vários ferreiros, profissionais que restauravam equipamentos dos engenhos de açúcar da região.

O povoado cresceu lentamente até que, em 1889, recebeu a construção da capela de Nossa Senhora da Conceição, atraindo novos moradores. Décadas depois, a região passou a ser urbanizada mais rapidamente devido à promessa de uma estrada de ferro no local que não se concretizou.

Em 1949, foi criado oficialmente o distrito de Ferreiros, subordinado ao município de Itambé. A emancipação do distrito só aconteceu em 20 de dezembro de 1963, e sua instalação ocorreu em 8 de março do ano seguinte.

Fontes: IBGE, Prefeitura de Ferreiros e Wikipédia.