Jupi

Políticas públicas

O TCE-PE tem desenvolvido diversos trabalhos focados em políticas públicas e questões críticas da gestão pública. Esses trabalhos estão organizados por áreas temáticas e representados por círculos nas cores verde, amarelo e vermelho.

Esses trabalhos estão organizados por áreas temáticas e representados por círculos nas cores verde, amarelo e vermelho.

Para mais informações, explore cada área temática disponível.

Educação Icone
Educação
Saúde Icone
Saúde
Segurança Icone
Segurança
Saneamento Icone
Saneamento
Primeira Infância Icone
Primeira Infância
Transparência Icone
Transparência
Tecnologia da Informação Icone
Tecnologia da Informação
Previdência Icone
Previdência
Outros Icone
Outros

Conheça mais sobre Jupi

A 204 km de distância da capital pernambucana, Jupi possui uma população estimada em 15.007 pessoas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2021. É a 137ª maior do Estado e a 2369ª do Brasil. A área territorial, por sua vez, é de 104,994 km².

Na fronteira, estão situados os municípios de São Bento do Una ao norte, Lajedo e Calçado a leste, Angelim e São João ao sul e Jucati a oeste. Por estar situado no Agreste do Estado, Jupi possui como bioma predominante a caatinga e o clima tropical.

Segundo a Prefeitura de Jupi, o município está inserido no Planalto da Borborema, apresentando relevo suave e ondulado e altitude de 808 m. Além disso, a cidade é banhada pelas bacias hidrográficas dos rios Una e Mundaú, tendo como principais tributários os rios do Retiro e da Chata.

Dados de 2019 do IBGE registram um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 170.105.800,00 e PIB per capita de R$ 11.465,75. No ranking pernambucano, Jupi fica nas posições 121 e 68 e, no brasileiro, em 3019º e 3926º lugar, respectivamente. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, medido em 2010, é de 0,575, nível considerado baixo pelo indicador.

Educação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística afirma que, em 2020, foram identificadas 8 escolas voltadas para o ensino fundamental e um estabelecimento voltado para o ensino médio no município. Publicado em 2019, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), medidor da qualidade do aprendizado, registrou boas pontuações na área educacional de Jupi. Foram 5,6 pontos para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental e 5,2 para os Anos Finais do Ensino Fundamental. Sendo assim, a cidade está, respectivamente, nas posições 37 e 20 no Estado e 1077º e 3036º no País.

Saúde

Dados do Instituto de 2009 apontam seis estabelecimentos ligados ao Sistema Único de Saúde em Jupi, sendo o atendimento geral realizado no Hospital Municipal Claudina Teixeira, situado no centro da cidade. A taxa de mortalidade infantil é de 10,87 para mil nascidos vivos, já as internações devido a diarreias são de 0,3 para mil habitantes. Entre os municípios do Estado, a cidade fica em 102º e 128º lugar e, no Brasil, essas posições são de 2578 e 3907.

História

De acordo com a Prefeitura de Jupi, a denominação do município tem origem indígena, que pode ser traduzido como ?espinho agudo'', e remete a uma planta nativa. Ocupado por habitantes de uma aldeia situada próxima à fonte então nomeada de ?Olho D?água de Yu-py?, o local possuía água e caça em abundância. Nesta aldeia, há registros de malocas cobertas com folhas das palmeiras chamadas de Ouricury.

O IBGE informa que, em meados do século 16, o português Antônio Vieira de Melo veio ao Brasil depois de ser desterrado de seu país por ordem da Coroa. Inicialmente, ele desembarcou em Salvador, de onde seguiu para o interior do Estado, penetrando pelas matas. Passou pela região de Alagoas até chegar ao planalto de Garanhuns, na Capitania de Pernambuco, cujo donatário era Duarte Coelho Pereira.  

Seguindo viagem, o português chegou ao território de Jupi. Ao notar a terra fértil do local, solicitou ao governador da Bahia o fornecimento de ferramentas e sementes para o cultivo próximo à fonte, conseguindo, também, oito cabeças de gado advindas do Piauí.

No site do IBGE, consta que, em uma de suas viagens, Antônio Vieira de Melo desviou-se da rota e foi capturado por um grupo de canibais. No momento de perigo, ele teria feito uma promessa à Virgem Santíssima do Rosário. Se fosse salvo com seus companheiros, ergueria uma capela em homenagem à santa, com uma imagem trazida de Portugal e uma coroa de ouro maciço. Ao escapar do grupo, o português cumpriu sua promessa levando a imagem a Jupi e construindo o templo religioso. Em 1632, trouxe sua família para as terras jupienses e ganhou o direito de posse da área. 

Inicialmente, como povoado, Jupi estava inserido no território de Brejo da Madre de Deus. Em seguida, segundo dados do IBGE, foi elevado à categoria de distrito, chegando a pertencer a São Bento do Una, Palmerina e Canhotinho. Em 1931, foi criado o município de Angelim, ao qual o distrito de Jupy foi incorporado.

Em 1948, a Lei Estadual nº 421 alterou a grafia do distrito para Jupi. Uma década depois, o então deputado João Calado Borba apresentou o projeto de emancipação do local à assembleia estadual. Aprovado, passou a ser a Lei nº 3.331, de 1958. O novo município foi instalado em 11 de março de 1962, data na qual é comemorado o seu aniversário. 

Fontes: IBGE, Prefeitura de Jupi e Wikipédia.