Joaquim Nabuco

Políticas públicas

O TCE-PE tem desenvolvido diversos trabalhos focados em políticas públicas e questões críticas da gestão pública. Esses trabalhos estão organizados por áreas temáticas e representados por círculos nas cores verde, amarelo e vermelho.

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Conheça mais sobre Joaquim Nabuco

Joaquim Nabuco é um município da Zona da Mata de Pernambuco, distante cerca de 96 km da capital pernambucana. A cidade possui uma área de aproximadamente 122 km² e conta com uma população de 15.999 habitantes, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2021. 

O censo de 2010 apontou que a cidade possuía 15.773 habitantes, sendo a 123ª mais populosa de Pernambuco, com cerca de 73% da população residindo na zona urbana e 27% na zona rural da cidade, segundo a base de dados do Estado de Pernambuco naquele ano. 

O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) é de 0,554, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD-2019), ocupando o 150º lugar no ranking estadual, segundo dados do IBGE de 2010. A cidade está limitada ao norte com Bonito e Cortês; ao sul com Água Preta e Palmares; a leste com Água Preta e Ribeirão; e a oeste com o município de Palmares.

Educação

Estimativas do IBGE apontam que, em 2020, existiam cerca de 3.333 alunos matriculados, sendo 419 no ensino infantil, 2.413 no ensino fundamental e 501 no ensino médio. Em 2010, a taxa de escolarização era de 95,5% e em 2020 a cidade contava com 17 escolas de ensino fundamental e uma de ensino médio. A sua nota do IDEB em 2019 foi de 4,7 para os anos iniciais e 4,1 para os anos finais, ocupando as 130ª e 135ª colocações no Estado, respectivamente. O município não conta com nenhuma instituição de ensino superior.

Saúde 

Dados do IBGE de 2019 apontaram que a taxa de mortalidade infantil foi de 13,95 óbitos por mil nascidos vivos. Já a taxa de internações por diarreias, em 2016 foi de 0,3 internações por mil habitantes. Em 2010, cerca de 49,9% dos domicílios da cidade tinham acesso a esgotamento sanitário adequado e o município contava em 2009 com nove estabelecimentos de saúde ligados ao SUS.

Economia

Dados do IBGE de 2018 mostram que o produto interno bruto per capita do município era de R$ 8.369,19 por habitante, o 132ª maior do Estado. Já as receitas realizadas em 2017 foram de R$ 43.150.350,00, enquanto que as despesas empenhadas totalizaram R$ 36.871.260,00. 

A atividade econômica predominante é a agroindústria açucareira. Na agricultura, prevalecem o cultivo de cana-de-açúcar, mandioca, banana e maracujá. Na pecuária sobressaem o rebanho bovino e as aves.

Turismo

Um ponto que não deve faltar no roteiro de quem vai à cidade é um passeio pelas Barragens do Engenho Pumatizinho e do Engenho Bom Gosto. Na parte urbana da cidade, o destaque turístico está no antigo prédio da rede ferroviária, tombado como Patrimônio Histórico Municipal.

O artesanato local é representado por trabalhos em madeira (talhas), tricô, crochê e ponto de cruz. O folclore se destaca no período junino, com as quadrilhas matutas e o pastoril. O São João é a festa de maior destaque na região, com concursos de quadrilhas e de ruas mais bem decoradas. No dia 19 de março, a cidade comemora o dia de São José, padroeiro do município, atraindo grande público da região. 

Geografia

A cidade está a 152 metros do nível do mar, inserida nos domínios das Bacias Hidrográficas dos Rios Una e Sirinhaém. Seus principais tributários são o Rio Preto e o riacho Machado. Não existem açudes com capacidade de acumulação igual ou superior a 100.000m3. Os principais cursos d? água no município têm regime de escoamento perene e o padrão de drenagem é o dendrítico.

O município está inserido na Região Metropolitana do Recife, que condiciona a vegetação, as culturas e a fixação do homem ao meio. O relevo faz parte da unidade das Superfícies Retrabalhadas, formada por áreas que têm sofrido retrabalhamento intenso, com relevo bastante dissecado e vales profundos. Na região litorânea de Pernambuco e Alagoas, é formada pelo ?mar de morros? que antecedem a Chapada da Borborema, com solos pobres e vegetação de floresta hipoxerófila.

O clima é do tipo Tropical Chuvoso, com verão seco. O período chuvoso começa no outono/inverno, tendo início em dezembro/janeiro e término em setembro. A precipitação média anual é de 1.309,9 mm. A vegetação é predominantemente do tipo Floresta Subperenifólia, com partes de Floresta Hipoxerófila.

História

O início do povoado não é conhecido. Acredita-se, entretanto, que teve origem com o começo das levas de trabalhadores encarregados do plantio e colheita da cana-de-açúcar, que foram se aglomerando em torno das habitações isoladas dos engenhos Pumaty, Boa Vista e Cuiabá. 

Inicialmente, o povoado era denominado ?Preguiça?, pelo fato de haver nessa região muitas ?imbaúbas? ou ?pau-de-preguiça?, embora o Dicionário Xorográfico, Histórico e Estatístico de Pernambuco, afirme que o nome Preguiça prende-se ao fato de a feira-livre, no povoado, ocorrer às segundas-feiras, que vulgarmente chamam dia da preguiça.

A povoação cresceu e prosperou, transformando-se poucos anos depois no segundo distrito de Palmares, graças aos esforços de seus habitantes. Entre as pessoas que concorreram para mudança no nome local, destacam-se o agricultor Vicente Afonso de Melo; o Dr. João de Oliveira, proprietário da Usina de Pumaty; e D. Luiz de Brito, que em visita à pastoral no ano de 1903, pediu que fosse feita uma homenagem ao grande brasileiro, Joaquim Nabuco.

O distrito foi  então criado com a denominação de São Joaquim Nabuco, ex-Preguiças, em 1892, subordinado ao município de Palmares. Somente no dia 30 de dezembro de 1953, o distrito foi elevado à categoria de município com a denominação de Joaquim Nabuco. A instalação se deu em 15 de maio do ano seguinte.

Fontes: IBGE, Prefeitura de Joaquim Nabuco e Wikipédia.