Camocim de São Félix

Políticas públicas

O TCE-PE tem desenvolvido diversos trabalhos focados em políticas públicas e questões críticas da gestão pública. Esses trabalhos estão organizados por áreas temáticas e representados por círculos nas cores verde, amarelo e vermelho.

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Saiba mais sobre Camocim de São Félix

 

Camocim de São Félix é um município do Agreste pernambucano, distante cerca de 123 km do Recife. A cidade, conhecida como a "Terra do Tomate", possui uma área de aproximadamente 72 km² e conta com uma população de 19.032 habitantes, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2021. O censo de 2010 apontou que a cidade possuía 17.104 habitantes, sendo a 117ª mais populosa de Pernambuco, com cerca de 84% da população residindo na zona urbana e 16% na zona rural da cidade, segundo a base de dados do Estado de Pernambuco naquele ano.

O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) é de 0,588, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD-2019), ocupando o 106º lugar no ranking estadual, segundo dados do IBGE de 2010.

A cidade está limitada ao norte e a leste com Sairé; ao sul com Bonito e São Joaquim do Monte; e a oeste com Bezerros.

Educação

Estimativas do IBGE apontam que, em 2020, existiam cerca de 3.708 alunos matriculados, sendo 721 no ensino infantil, 2.582 no ensino fundamental e 405 no ensino médio. Em 2010, a taxa de escolarização era de 97% e em 2020 a cidade contava com 14 escolas de ensino fundamental e uma de ensino médio. A sua nota do IDEB em 2019 foi de 5,2 para os anos iniciais e de 4,6 para os anos finais, ocupando as 70ª e 75ª colocações no Estado, respectivamente. 

O município não conta com nenhuma instituição de ensino superior.

Saúde 

Dados de 2019 do IBGE apontam que a cidade possuía uma taxa de mortalidade infantil de 4,03 óbitos por mil nascidos vivos, ocupando a 164ª posição no Estado. A taxa de internações por diarreias em 2016 foi de 0,3 por mil habitantes. Em 2010, cerca de 76,2% dos domicílios da cidade tinham acesso a esgotamento sanitário adequado e o município contava em 2009 com oito estabelecimentos de saúde ligados ao SUS.

Economia

Dados do IBGE de 2018 mostram que o produto interno bruto per capita do município era de R$ 8.824,38 por habitante, o 122ª maior do Estado. Já as receitas realizadas em 2017 foram de R$ 39.319.770,00, enquanto que as despesas empenhadas totalizaram R$ 36.025.380,00. 

A principal atividade econômica é a produção de hortifrutigranjeiros, com destaque para produção do tomate, dando, à cidade, a possibilidade de ser conhecida como a "Terra do Tomate". Destaca-se, ainda, a produção de coalhada no Sítio Palmeira.

 

História

A palavra "Camocim" provém de camucim, do tupi "kamu'si", que significa pote, vaso e/ou urna funerária. Isto porque, ao serem construídas as primeiras casas na região, foram encontrados vários objetos artesanais indígenas que estavam enterrados. Os índios eram antigos habitantes da região, e são, inclusive, retratados na bandeira da cidade.

Inicialmente, Camocim de São Félix era um ponto de passagem de tropeiros a caminho de Bonito. O clima frio de montanha despertou o interesse pelo povoamento do local.

Fontes históricas apontam que a ocupação das terras iniciou-se por volta de 1890. Fazendeiros oriundos de Bezerros avaliaram a possibilidade de cultivar café na região, devido ao clima frio, à altitude e ao terreno propício. Estabeleceram-se logo após na Serra de Aires e no Sítio Palmeira.

O distrito de Camocim (nome original) foi criado em 1893. Posteriormente a vila passou a chamar-se Camocituba, em 1943.

A emancipação aconteceu em 29 de dezembro de 1953, transformando o distrito em município, desmembrado-o de Bezerros. Na revisão dos topônimos municipais de 1954, o município passou a ser denominado de Camocim de São Félix.

 

Geografia

Está localizado na latitude 8° 21' 31" Sul e a uma longitude 35° 45' 43" Oeste, e situado a 723 metros do nível do mar. 

A cidade está situada nos domínios da bacia hidrográfica do Rio Sirinhaém. Seus principais tributários são os riachos: Tanque de Piabas e Seco. O principal corpo de acumulação é o açude Poço da Areia (2.300.000m3). Todos os cursos d?água no município têm regime de escoamento intermitente e o padrão de drenagem é o dendrítico.

O município está inserido na unidade geoambiental do Planalto da Borborema, formada por maciços e outeiros altos, com altitude variando entre 650 a 1.000 metros. Ocupa uma área de arco que se estende do sul de Alagoas até o Rio Grande do Norte. O relevo é geralmente movimentado, com vales profundos e estreitos dissecados. A fertilidade dos solos é bastante variada, com certa predominância de média para alta. A área é recortada por rios perenes, porém de pequena vazão e o potencial de água subterrânea é baixo.

A vegetação é formada por Florestas Subcaducifólica e Caducifólica, próprias das áreas agrestes.

O clima é do tipo Tropical Chuvoso, com verão seco. A estação chuvosa se inicia em janeiro/fevereiro com término em setembro, podendo se adiantar até outubro.

Turismo

Um dos pontos de visitação da cidade é o Convento do Carmo, com sua arquitetura imponente. O lugar de oração e contato com a natureza foi edificado nos anos 1950 para abrigar a Ordem Carmelita, que se instalou em Camocim, atraída pelo clima e localização geográfica. A inauguração aconteceu no dia 12 de março de 1962. Atualmente, o lugar possui diversos ambientes: museu, teatro, capelas, quadra esportiva coberta, piscinas, hotel, áreas ecológicas e abriga também a Cooperativa de Ensino Monte Carmelo. É um local ideal para retiros, eventos ou simplesmente para descanso.

Outro ponto que merece destaque é a Matriz de São Félix de Cantalice. A Igreja, inaugurada em 1940, caracteriza-se pela verticalidade de suas formas, apresentando referências ao gosto neogótico. Sua única torre central, mais avançada que o restante da fachada, forma uma espécie de galilé fechada, protegendo a principal porta de acesso. Todas as aberturas desta fachada são em arcos ogivais. A torre, arrematada por platibanda, possui cúpula piramidal, encimada por uma cruz. Internamente, já bastante descaracterizada, destaca-se em seu altar-mor que foi reformulado e modernizado, com altar em mármore e granito. Onde por anos se destacava uma pintura em azulejo com a cidade de Jerusalém, figura o ícone de Cristo Rei do Universo. Foi edificada, na lateral, uma capela dedicada ao Santíssimo Sacramento.

A Serra da Palmeira é outro lugar que atrai muitos turistas. No alto, é possível avistar a cidade de Caruaru e a Pedra do Cachorro. A vegetação no entorno é denominada de capoeira. O topo da serra é tomado por gramíneas, áreas de pasto e árvores espaçadas. Na base, visualiza-se a Pedra da Massa e a Furna da Pedreira. Situada às margens da rodovia PE 103, a Furna tem entrada arqueada, medindo aproximadamente 15 metros e altura de cerca de 1,80 metros, atingindo os 0,5 metros à medida que se alcança o fundo que está a 60 metros da abertura.

O artesanato local é representado principalmente pelo bordado, tapeçaria e outras peças nascem das mãos de talentos da cidade de Camocim de São Félix. Na comunidade de Santa Luzia, os artesãos buscam aprimoramento das técnicas e a valorização do trabalho por meio do Instituto Antonieta de Lira Silva, que acolhe essas potencialidades com a proposta de oferecer principalmente visibilidade aos trabalhos desenvolvidos. 

 

Fontes: IBGE, Prefeitura de Camocim de São Félix e Wikipédia.