Bom Conselho

Políticas públicas

O TCE-PE tem desenvolvido diversos trabalhos focados em políticas públicas e questões críticas da gestão pública. Esses trabalhos estão organizados por áreas temáticas e representados por círculos nas cores verde, amarelo e vermelho.

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Conheça mais sobre Bom Conselho

Bom Conselho é um município do estado de Pernambuco que pertence à Mesorregião do Agreste Pernambucano.

A cidade está a cerca de 282 quilômetros de distância de Recife, capital do estado, e sua população foi estimada em 48.767 habitantes, conforme dados do IBGE de 2020. Bom Conselho é o 36º município mais populoso de Pernambuco e o 81º mais rico (PIB).

Os distritos do município são: Sede, Barra do Brejo, Cachoeira do Pinto, Caldeirões dos Guedes, Igreja Nova, Lagoa de São José, Logradouro dos Leões e Rainha Isabel.

Educação

Conforme o último levantamento publicado pelo IBGE (2017), o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do município registrou 4,6 para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental (colocação em 108º no Estado e 4259º no país) e 3,8 para os Anos Finais do Ensino Fundamental (112º no Estado e 4003º no país), ambos os indicadores da rede pública. O Ideb é utilizado para medir a qualidade do aprendizado e estabelecer metas para melhoria do ensino, avaliando o fluxo escolar e as médias de desempenho. Ainda segundo o IBGE, em 2020, Santa Cruz do Capibaribe dispunha de 41 escolas para o ensino fundamental e quatro para o ensino médio.

Saúde

O IBGE informou que a taxa de Mortalidade Infantil média (2019) na cidade é de 14,56 para 1.000 nascidos vivos (colocação em 72º no Estado e 2014º no país) e as Internações por Diarreias (2016) são de 0,8 para cada 1.000 habitantes (55º no Estado e 2710º no país). De acordo com o Wikipédia, o município conta atualmente com 14 unidades de saúde públicas (2009).

Economia

O PIB per capita de Santa Cruz do Capibaribe atingiu o valor de R $10.422,57 em 2018, segundo o IBGE. 

Cultura, Turismo e Lazer

Pontos turísticos

Corredeira ''Poço da Nêga'';

Açude da Nação;

Cavalgada de Nossa Senhora do Bom Conselho;

Carnaval de Zé Puluca;

Forrobom;

Caverna dos Holandeses;

Cachoeira do Pinto;

Cachoeira da Rainha Isabel;

Igreja do Colégio de Nossa Senhora do Bom Conselho;

Furna de Maria Dantas;

Mirante de Santa Terezinha.

Geografia

O território municipal, segundo o IBGE, é de 792,185 km², estando a cerca de 282 quilômetros de Recife. Os municípios limítrofes são: Terezinha (PE), Saloá (PE) e Iati (PE), ao norte; Quebrangulo (AL), Palmeira dos Índios (AL) e Minador do Negrão (AL), ao sul; Iati e Minador do Negrão (AL), ao leste; e Lagoa do Ouro (PE) e Quebrangulo (AL), a oeste.

O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro e inserido em sua maior parte no Planalto da Borborema, com relevo suave e ondulado. Ao sul, parte da área insere-se na Depressão Sertaneja. A vegetação nativa é composta por caatinga hiperxerófila com trechos de Floresta Caducifólia.

Bom Conselho encontra-se nos domínios do Grupo de Bacias de Pequenos Rios Interiores e tem como principais tributários os rios Paraíba, Bálsamo, Salgado e Traipu, e os riachos do Umbuzeiro, do Barro, do Trigo, do Caboclo, Seco, dos Mares, dos Campos e o Córrego Lambari. Todos estes cursos d'água são intermitentes.

História

Primeiros Povos e Invasão Holandesa (1630-1654): As terras onde fica o município de Bom Conselho foram habitadas, inicialmente, pelas tribos indígenas Xucuru e Fulni-ô. Em 1630, na época da invasão holandesa, foi organizado o Quilombo de Pedro Papa-Caça no local, onde hoje chama-se Quilombo de Angico. Esse nome se referia à estratégia utilizada pelos habitantes de esconderem-se nas matas e cultivarem mais a caça do que a agricultura.

Durante vários meses, o capitão holandês Johannes Blaer van Rijnbach ou João Blaer, em português, permaneceu nas terras onde hoje correspondem a região do Bulandi, em Bom Conselho, com o objetivo de destruir o Quilombo dos Palmares, juntamente com Bartolomeu Lintz e sob ordem do Governo de Maurício de Nassau. 

Era a ''Guerra do Mato'' já em 1645. Neste ano, a comunidade foi desmantelada pela expedição militar chefiada por Johannes Blaer, que estabeleceu no local uma colônia holandesa. Com o triunfo da Insurreição Pernambucana, que levou às duas batalhas dos Guararapes (a primeira em 19 de abril de 1648 e a segunda em 19 de fevereiro de 1649), terminou o domínio holandês sobre o Nordeste do Brasil, culminando na partida dos últimos navios holandeses em 1645. No entanto, é de conhecimento público que boa parte dos colonizadores oriundos dos Países Baixos decidiram permanecer no Brasil, a exemplo da família Holanda, ainda existente no município.

Final do Século XVII até atualmente: Durante o final do século XVII espalharam-se rumores que Johannes Blaer van Rijnbach teria enterrado tesouro na região e, em meados de 1680, um grupo de holandeses sob a liderança de René Belosch, que tinha posse de um suposto mapa que revelava a localização deste tesouro, vieram para Bom Conselho, onde por sua vez começaram a cavar e construir abrigos no topo de uma serra. Após alguns anos morando em cavernas, esse grupo, tendo sido perseguido por portugueses e luso-brasileiros, fugiram para Alagoas e de lá seguiram rumo desconhecido, abandonando sua busca. 

As terras do atual município se tornaram uma uma sesmaria concedida a Jerônimo de Burgos de Sousa e Eça e, em 23 de julho de 1712, foi vendida para o português de origem judia e convertido ao cristianismo Manuel da Cruz Vilela, que deu início à organização da fazenda Papa-Caça. Também é especulado que a família Vilela teria vindo para a localidade a fim de procurar o suposto tesouro de van Rijnbach, e que por muitos anos e gerações se dedicou a esta tarefa, no entanto sem obter sucesso.

Após o falecimento de Manuel da Cruz Vilela, seu filho Antônio Anselmo da Costa Vilela assumiu as fazendas e associando-se a Joaquim Antônio da Costa, deu início ao povoamento de Bom Conselho. Com o crescimento da população, em 1887, transformou-se em freguesia.

A partir de 1860 passou a denominar-se Bom Conselho em razão da construção do monumental Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho, o primeiro educandário de grande porte para a educação feminina no Nordeste e por sugestão de Frei Caetano de Messina, capuchinho italiano, natural de Messina e fundador da cidade. É célebre sua frase: "Educando-se uma menina, educa-se uma mãe; educando-se uma mãe, transforma-se uma sociedade".

Em 3 de agosto de 1892, Bom Conselho tornou-se município autônomo, através da Lei provincial nº 52. Seu primeiro governo municipal foi empossado em 28 de dezembro do mesmo ano, data em que ocorre anualmente a festa de emancipação de Bom Conselho.

Fontes: IBGE, Prefeitura de Bom Conselho e Wikipédia.